A história da Gelateria Vigolana: tradição, família e paixão pelo gelato
Das lembranças de infância ao destino encontrado
Por Administrador
Publicado em 26/09/2026 23:22 • Atualizado 26/09/2026 23:38
Geral
Fundador e proprietário Gelateria Vigolana, Emílio Bonecher Masera

A Gelateria Vigolana nasceu não apenas como um espaço para vender sorvetes, mas como um projeto de vida que une memória, cultura e sabor. Desde o início, a proposta foi clara: oferecer mais do que uma casquinha com duas bolas. A cada cliente que chega, há o desejo de proporcionar uma experiência completa, que envolve conhecer a história por trás de cada receita.

O fundador e proprietário, Emílio Bonecher Masera, relembra que, ao longo dos anos, buscava seu caminho profissional. Chegou a estudar engenharia aeroespacial, motivado pela paixão por aviões, e depois migrou para a engenharia civil. Apesar do interesse, não encontrou entusiasmo verdadeiro nessas áreas. Foi na gelateria que descobriu sua vocação, um espaço onde se sentiu realizado e conectado às suas raízes.

O sabor que vem da memória

Essa ligação remonta à infância. Aos 9, 10 anos, Emílio ajudava sua avó Lourdes em uma pequena sorveteria. Ela preparava as bolinhas e servia os clientes, enquanto o neto aprendia o valor da dedicação e do carinho no atendimento. Essa memória se transformou em inspiração e, anos depois, em combustível para criar a Vigolana.

A ideia não surgiu de forma planejada. Após um curso em São Paulo, vieram as primeiras receitas, vendidas em potes de um litro para vizinhos e amigos da região de Nova Trento. O sucesso foi imediato: sorvetes artesanais feitos com leite fresco, nata e frutas de verdade, sem corantes. O público, acostumado a opções industriais, se encantou com a autenticidade.

Da cozinha de casa ao coração da cidade

Com a demanda crescente, surgiu a decisão de abrir uma gelateria. Em março de 2023, Emílio inaugurou oficialmente a Vigolana. O espaço rapidamente se tornou referência, atraindo moradores e visitantes. Ele admite que nunca imaginou alcançar tal sucesso, mas hoje reconhece que a gelateria é fruto de muito trabalho e paixão.

A memória da avó Lourdes permanece viva em cada detalhe. Emílio afirma que não há um dia em que não se lembre dela, pois foi com ela que começou e é com ela que continua, mesmo na ausência física. Além disso, destaca o papel fundamental dos pais, Rosildo e Suzana, que sempre ofereceram o bem mais valioso: o tempo. Esse apoio foi essencial para que a Vigolana chegasse onde está e continue crescendo.

Tradição tirolesa italiana que se renova no futuro

A filosofia da gelateria é clara: unir tradição tirolesa italiana, cultura local e autenticidade. O nome Vigolana carrega esse espírito, conectando a cidade e sua identidade ao universo do gelato. Essa visão foi reforçada por experiências internacionais. Antes da inauguração, Emílio buscou vivência na Alemanha, em uma gelateria italiana artesanal. Foram três anos de aprendizado, seis meses por ano, dentro de laboratórios que seguem a filosofia artesanal, e que marcaram sua trajetória.

Hoje, a Vigolana não é apenas uma gelateria. É um espaço de memória, cultura e sabor. A cada receita, há o compromisso de manter processos artesanais, contar histórias e valorizar a comunidade. Música típica, hospitalidade e autenticidade fazem parte da experiência oferecida aos clientes.

Se fosse resumir a Vigolana em uma frase, Emílio escolhe uma expressão típica: “Zo che la vaga!”, que significa “Vai, faz acontecer!”. É esse espírito que guia o futuro da gelateria, com o desejo de escrever mais cinquenta anos de história, sempre mantendo viva a essência que a tornou tão especial.

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