A ONG PATA (Protegendo os Animais com Todo Amor) protocolou, no dia 29 de julho, um ofício informativo direcionado à Prefeitura de Guabiruba, à Câmara de Vereadores e aos órgãos competentes para alertar sobre a situação de um canil no bairro Aymoré.
O espaço é mantido pelo protetor independente Carlos Becker e abriga cerca de 28 cães resgatados. O responsável recebeu uma intimação de reintegração de posse do imóvel, com prazo de 30 dias para desocupação. O documento foi expedido no dia 29 de julho. Segundo a entidade, os atrasos no pagamento das parcelas do terreno ocorreram em razão das despesas mensais com alimentação, medicamentos, atendimentos veterinários e manutenção da estrutura.
No ofício, a associação ressaltou que o objetivo não é discutir questões patrimoniais ou judiciais, mas evitar que os animais fiquem desamparados. Entre os riscos apontados estão a soltura involuntária dos cães nas vias públicas, o aumento de acidentes de trânsito, atropelamentos, proliferação de doenças e sobrecarga dos serviços públicos.
A ONG citou legislações federais e entendimentos jurídicos sobre a responsabilidade do Poder Público no manejo da fauna e solicitou a criação urgente de um plano de contingência preventivo. A situação sobre a manutenção do espaço e a destinação de recursos públicos já havia sido debatida na Câmara de Vereadores.
Durante sessão itinerante realizada em março no bairro Aymoré, Carlos Becker utilizou a palavra livre para falar sobre o trabalho que realiza no local. O impasse em relação ao canil e à vizinhança é acompanhado pela administração municipal.
Com a notificação de desocupação do terreno, a ONG PATA colocou-se à disposição dos órgãos públicos para auxiliar na busca por alternativas, propondo medidas como a identificação de áreas provisórias, campanhas de adoção responsável e parcerias para o manejo dos cães antes do encerramento do prazo.
Fonte: Jornal Guabiruba Zeitung